terça-feira, 27 de julho de 2010

UNIVERSIDADE DO SUL DA BAHIA – UNEB – CAMPUS X
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE HISTÓRIA V
DISCIPLINA: HISTÓRIA DO BRASIL SÉCULO XX
PROFESSORA: LILIANE FERNANDES
DISCENTES: ANA CLÁUDIA, EDSON JÚNIOR, JORGE, JULIANA, LUCINEIDE, MARILENE FERREIRA, OSMINDA PINHEIRO, SÂNIA E VITOR.








PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
1930 – 1946

As atividades em torno do café foram responsáveis pela diversificação econômica do país. O cultivo do café impulsionou por exemplo, a vinda de imigrantes para o Brasil, em fins do século XIX. Modernizou a infra-estrutura de serviços, como a implantação de estradas de ferro e de uma rede bancária.
Toda a estrutura gerada pelo cultivo e pela comercialização do café criou condições para um surto industrial no país. Principalmente no Sudeste.
Mas a industrialização no Brasil intensificou a partir da segunda metade do século XX, precisamente nas primeiras décadas de 30. Momentos depois da crise de 29.
Crise essa que ocasionou a falência de muitos produtores de café, com isso, a produção cafeeira entrou em declínio. Os cafeicultores buscaram novas alternativas produtivas, passando a investir seu capital para a produção industrial.
Com o capital que vinha das exportações do café, importavam-se ferramentas, máquinas necessárias para as indústrias e equipamentos. Todo esse material transformou-se em empresas produtoras de bens de consumo não duráveis.
Vários foram os fatores que contribuiu para a intensificação da indústria brasileira dentre os principais: crescimento acelerado dos grandes centros urbanos derivados do fenômeno do êxodo rural, promovido pela queda do café. A partir dessa migração houve um grande aumento de consumidores apresentando a necessidade de produzir bens de consumo para a população.
Outro fator importante para a industrialização brasileira foi a utilização das ferrovias e dos portos anteriormente usados para o transporte do café que passou a fazer parte do setor industrial. Um moderno sistema de transporte e um sistema de eletrificação ajudavam a produção, a circulação e distribuição de mercadorias. Facilitando ainda mais o processo de industrialização.Além desse fator, outro motivo que favoreceu o crescimento industrial foi a abundante mão-de-obra estrangeira, sobretudo italianos, que antes trabalhavam na produção do café, também os emigrantes, ricos empresários que chegavam ao Brasil para investir e através de casamentos inter-familiares ajudaram na fusão dos capitais, formava-se assim a burguesia brasileira. A família Matarazzo, foi exemplo dessa fusão, já chegaram ao Brasil com capital


acumulado na Itália, que aplicados em indústrias brasileiras multiplicou a riqueza das empresas Matarazzo.
Estima-se que no período de 1890 a 1930, entraram no Brasil de 3,5 milhões de imigrantes. Seduzidos por incentivos e anúncios de prosperidade que o governo brasileiro divulgava no exterior, esse imigrante vinha para o Brasil em busca de trabalho e melhores condições de vida do que as que levavam em seus países de origens. Muitos desses imigrantes sonhavam em enriquecer no Brasil.
As dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial ao comércio internacional favorecem algumas estratégias de substituição de importações. Intensificaram a industrialização de alguns produtos brasileiros, pois a Europa em guerra paralisou grande parte de suas exportações, mas, precisava de alimentos para a população e matéria-prima para suas indústrias. Com isso, o Brasil aumentou suas vendas de matérias-primas e alimentos para Europa.
O estado também exerceu grandes relevâncias nesse sentido, realizando investimentos nas indústrias de base de infra-estruturas, como ferrovias, rodovias, portos, energia elétrica entre outros. Esses investimentos começaram a se expandir juntamente como o crescimento da classe operária, acelerando o processo de industrialização.
O governo preocupou-se também em estimular o desenvolvimento industrial. Para isso, aumentou os impostos de importações, elevando os preços dos produtos estrangeiros, e diminuindo os impostos sobre a indústria nacional, estimulando a produção e o consumo de produtos nacionais. O dinheiro ganho com as exportações, anteriormente usado para importar produtos industrializados europeus, foi investido na construção de indústrias, que passaram a produzir no Brasil o que antes era importado. Aumentando assim o número de industrias no Brasil.
Em conseqüência dessa política econômica, o número de indústrias nacionais dobrou (alimentos, tecidos, calçados, móveis). A essas indústrias devemos somar a instalação de filiais de empresas estrangeiras voltadas para a produção química, farmacêutica, de aparelhos nesse período tinha o objetivo de substituir as importações dos artigos estrangeiros por produtos fabricados no Brasil.
Com as indústrias, e o desenvolvimento urbano de São Paulo e do Rio de Janeiro, atraíram para essas cidades, grande número de trabalhadores rurais que imigraram principalmente do nordeste, fugindo da miséria, da exploração e da seca. Essa massa de trabalhadores pobres veio aumentar a mão-de-obra disponível para as indústrias.
Um exemplo de grande desenvolvimento industrial foi a cidade de São Paulo que engajado no processo de industrialização no Brasil. De pequeno núcleo provinciano, com pouco mais de 20 mil habitantes em 1870, saltou, para 600 mil habitantes, transformando-se em uma metrópole e se colocando com destaque no pólo industrial do Sudeste brasileiro.Dentre os incentivos do governo para a aceleração do processo de industrialização, foi destaque a construção da Fábrica Nacional de motores (FNM), no Rio de Janeiro, para a construção de motores aeronáuticos, que seriam utilizados em aviões de treinamentos militar. Era a época da segunda Guerra Mundial, e em troca da utilização de bases militares no nordeste brasileiro, o governo norte americano deu incentivos financeiros e assistência técnica, para a construção tanto da FNM, como da CSN, Companhia

Siderúrgica Nacional. Porém, com o fim da segunda guerra mundial, pouquíssimas unidades de motores de avião chegaram a ser construídos pela FNM, os mesmos já estavam ultrapassados e se tornaram obsoletos. Iniciou-se então um período de reformulação, e com os excelentes maquinários importadas para a fabricação daqueles motores, adaptando-o a outros tipos de produção, iniciou-se á fabricação de geladeiras, compressores, bicicletas, peças para trem, tampinhas de garrafas e fábrica mecânica de serviços de revisão de motores de avião.
Dando ênfase para o começo de um contrato com a fábrica italiana para a fabricação de um caminhão Diesel, inicialmente apenas montado aqui, mas com projeto de nacionalização progressiva.
Em função das dificuldades para a criação de indústrias de base – voltadas para a produção de máquinas e equipamentos pesados, produtos químicos básicos, minérios etc., o governo passou a intervir na economia, fundando empresas estatais para atuar no campo siderúrgico e de mineração. Duas empresas são exemplos dos empreendimentos do Estado nesse setor:
- Campanha Vale do Rio Doce, destinada a exploração do minério de ferro em Minas Gerais;
- Campanha Siderúrgica Nacional (CSN), instalada a partir da construção da Usina de Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O aço fornecido por essa usina seria fundamental para o avanço da industrialização no país, pois era utilizado como matéria-prima em outros setores industriais.
Em 1889, havia no Brasil pouco mais de 600 fábricas, nas quais trabalhavam 54 mil operários. Trinta e um anos depois, em 1920, havia no país 13.336 indústrias, que empregavam 275 mil operários. Havia ainda 233 usinas de açúcar, onde trabalhavam 18 mil operários, 231 salina, que empregavam cerca de 5 mil trabalhadores.
As industrias estavam concentradas, sobretudo nos estados de São Paulo, (31%), Rio de Janeiro, (11,5) e em Minas Gerais, (9,3%).
Apesar do grande avanço da industrialização e da urbanização brasileira, os trabalhadores das indústrias representavam somente 1% do total da população do país.
O mundo industrial, em vez de gerar riquezas á disposição de todos, para que cada um tivesse o necessário para viver com conforto e dignidade, ao contrário tinha gerado grandes desigualdades sociais. De um lado ricos burgueses, empresários industriais, que exprimiam os valores do individualismo, do pragmatismo, da capacidade de realizar grandes empreendimentos econômicos, de outro o proletariado, que não contavam com lei sobre as relações de trabalho e conviviam com o perigo constante de um acidente, de uma doença ou do desemprego.
Diante dessa situação e a partir da organização operária, acabou por se formar entre os trabalhadores da indústria, uma consciência de classe, isto é, o reconhecimento de terem os mesmos interesses a defender, de compartilharem a mesma sorte, de pertencerem a um único grupo social: a classe operária.




REFERÊNCIA


RIBEIRO, Maria Alice Rosa. Fábrica e Cidade. Em: Revista Trabalhadores Campinas, Fundo de Assistência a Cultura, 1989. P. 13.
PRADO, Caio Jr., 1907-1990 – História e Economia do Brasil /Caio Prado Júnior – São Paulo, Brasiliense, 1985. P. 229.
PETRONE, Maria Tereza Schores. Imigração. Em Boris Fausto (Org.) História Geral da Civilização Brasileira. São Paulo, Difel, 1985. V. 9 P. 93-133.
SODRÉ, Nelson Wemeck. História da Burguesia brasileira, Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 1967. P. 194.
VICENTINO, Claudio. Viver a História – Ensino Fundamental, Editora Scipione. São Paulo, 2002. P 112.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1994, P. 292.
HISTÓRIA DO MUNDO OCIDENTAL: Ensino Médio: Volume Único. Antônio Pedro, Lizânias de Souza Lima, Yone de Carvalho., São Paulo, Editora FTD, 1ª Edição.
FURTADO, Celso, Formação Econômica do Brasil, 14ª. Edição – São Paulo. Nacional, 1978.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Peste Negra



Ana Cláudia da Silva Torres




A Europa no século XIV foi atingida por uma grande escassez de alimento. A dificuldade enfrentada nesse período se deu pela crise no campo. Os cereais começaram a faltar e as colheitas periódicas já não eram mais suficientes para alimentar tanta gente nas cidades. Além da falta de alimento, a Europa tinha grandes dificuldades de condição de moradia, por motivos de um crescimento populacional. Portanto esses fatores desencadearam para uma grande disseminação de epidemias. Nessas condições muitos morreram e os poucos que sobreviveram acabaram contraindo alguma doença de tão desnutridos que se encontraram.
A epidemia da Peste Negra encontrou um vasto caminho para sua ploriferação.
Em 1346, a Europa foi invadida pela Peste Negra, uma doença transmitida pela pulga de ratos. Essas pulgas contaminadas com a bactéria da peste eram altamente contagiosas. O contágio passou a ser de homem para homem, alastrando- se rapidamente por toda Europa.
Há duas formas de peste: a peste bubônica, que afeta os gânglios linfáticos e a peste pneumônica, uma das moléstias mais infecciosas e mortais conhecidas pelo ser humano e que atinge os pulmões. Transmitia-se com facilidade, já que podia ser difundida pela tosse e pelos espirros. Ambas as formas coexistiram.
Após adquirir a doença, a pessoa começava a apresentar vários sintomas: primeiro apareciam nas axilas, virilhas e pescoço vários bubos (bolhas) de pus e sangue. Em seguida, vinham os vômitos e febre alta. Era questão de dias para os doentes morrerem, pois não havia cura para a doença e a medicina era pouco desenvolvida. Vale lembrar que, para piorar a situação, a Igreja Católica opunha-se ao desenvolvimento científico e farmacológico. Os poucos que tentavam desenvolver remédios eram perseguidos e condenados à morte, acusados de bruxaria. A doença foi identificada e estudada séculos depois desta epidemia.
A falta de higiene nas casas, e também a falta de coleta de lixo foram fatores preponderantes para a ploriferação de ratos. Alguns historiadores afirmam que os ratos infectados, vieram da Ásia em navios que transportavam seda. Nos porões desses navios eles se alojavam, e escapavam pelas cordas dos navios que atracavam nos portos da Europa.
Epidemia como a Peste negra, trouxe várias conseqüências para Europa, principalmente ao se desconhecerem a causa da peste, gerou comportamentos que variavam do conformismo a ação efetiva.
Para muitos europeus a epidemia era vista como um castigo divino, reforçando ainda mais o misticismo popular.
A epidemia foi tão terrível que chegou a matar famílias inteiras, a quantidade de pessoas mortas era tão grande que não tinha mais madeira para fabricar caixões, e as famílias abandonavam os corpos. Muitos deles eram recolhidos por voluntários que ariscavam suas próprias vidas enterrando milhões de corpos de uma só vez em grandes buracos. As crises da doença se dava por três dias, com febres dores, e manchas pelo corpo e também vômitos.
De certa forma essa tragédia despertou na Europa a tomar medidas que melhorasse a qualidade de vida das pessoas, como pavimentação das ruas, a limpeza dos ambientes e a higiene pessoal.
Calcula-se que a peste Negra provocou no ano de 1390, um saldo de 20 à 25 milhões de pessoas eximidas , somente na Europa. Esse número equivale a um terço da população da época.
A peste negra trouxe um grande terror e feito estragos terríveis na economia e na vida das pessoas.


REFERÊNCIA:

BURNS,Eduard Mc Nall,1897-1972. História da civilização ocidental- v.2-44.ed- São Paulo: Globo,2005.
Projeto Araribá: História/ obra coletiva- 1ª Ed.São Paulo: Moderna, 2006
Descobrindo a história- São Paulo: Àtica, 2002.
















domingo, 4 de julho de 2010

CIDADE DE CARAVELAS




A estrada de Ferro Bahia e Minas teria que se iniciar na cidade de Caravelas, lugar já bastante desenvolvido na época, com o comércio que dominava toda a região sul da Bahia. Alguns historiadores apontam o navegador Gonçalves Coelho e Antônio dias Adorno como fundadores da cidade. Segundo eles, existiam aldeias no Rio Caravelas, sede da igreja santo Antônio do campo dos Coqueiros construída pelos missionários franceses no ano de 1636, época em que o norte do Brasil Colônia estava sob o domínio dos estrangeiro.
Cognominada ‘’ Princesa dos Abrolhos “ era o ponto referencial marítimo, em razão dos seus recursos naturais, já apresentava conceituada posição agrícola da Barra, Norte e Sul, sete bem montadas fábricas conhecidas por “Armações” onde atracavam as baleeiras Procediam aos desmanches das baleias, preparo, industrialização do óleo original, que era exportado. Era servida em todos seus transportes por bem aparelhado grupo de trinta e dois barcos veleiros de avantajadas capacidades, os quais faziam navegação de capotagem ao norte e sul do país, todos registrados na capitania dos portos da Bahia, transformando –se em ponto de entrada para os sertões mineiros. A aldeia avançada com grande desenvolvimento comercial, principalmente da pesca organizada da garoupa, cação e baleia.
Cria-se o primeiro curso secundário do Extremo sul da Bahia e de todo Nordeste de Minas Gerais, sendo nomeados vários professores: Jacinto Teixeira dos Santos Imbassahy, Francisco Luiz Ferreira, Higino Moreira de Pinto, o Padre José Simplício e Thomaz Ferreira dos Santos.
Em 1875, chega a caravelas o Telégrafo Nacional, nessa época já contava o lugar com 4.031 habitantes e a construção da estrada de ferro, partindo de lá, era sem dúvida nenhuma, o grande acontecimento progressista para a região. Foi construída uma importante base Aérea pelos Americanos, na época da Segunda Guerra Mundial. Isto por ser a localização da cidade considerada ponto estratégico.




Referência:


ELEUTÉRIO, Arysbure Batista. ESTRADA DE FERRO BAHIA E MINAS. A Ferrovia do Adeus. 1996.